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O meu maior erro? Ter medo de errar.
Tentar controlar cada gesto, cada palavra, cada acção com o medo de errar. De magoar. Como se no fundo ainda acreditasse que é possível, que sou capaz de o fazer, que de alguma maneira, algum dia sej
a capaz de controlar a minha maneira de ser e fazer as coisas sem errar, sem magoar. Esperança de aprender a lidar com este mundo.
O maior problema? Não acreditar. A vida tentou ensinar-me, mas talvez não me tenha esforçado para aprender.
Por ser demasiado protegida? Talvez. E quando falta protecção e me vejo obrigada a enfrentar o mundo sozinha, o que faço? Erro, como se nunca tivesse sido preparada para enfrentar o que quer que seja.
E acabo por magoar. Passo a vida a fazê-lo. E não aprendo, e perco tanto com isso.
Desiludo-me porque desiludo. Magoo-me porque magoo, e choro porque faço chorar.
P.S.: Texto não preparado. Saiu assim e assim ficou. Boa semana
Escondo-me por de trás de um ar sério e seguro. Mostro que sei o que quero. Que não erro, logo, que não me arrependo. Que faço sempre as escolhas certas, que não preciso de apoios, conselhos ou sermões. Mostro que não me deixo levar, que sei quando devo ou não ceder a algo. O caminho certo é sempre o que está debaixo dos meus pés. Porque eu não erro, não me engano. Não julgo ninguém e nunca ninguém precisa de me julgar, porque eu não cometo erros. Eu sei sempre distinguir os sonhos da realidade. Sei interpretar tudo o que me dizem e nunca magoei ninguém. Não brinco com a vida, não brinco com a morte. Corro sem deixar ninguém para trás. E se deixasse alguém, não seria por minha vontade. Não dou mais do que o que devo dar. Ninguém me obriga, ninguém o pode fazer, porque na verdade… Eu não erro. Pessoas são pessoas, não as uso, não as amo, não as odeio. Não mais do que o que devo. Há um equilíbrio. Ouço histórias de fantasia
, histórias verídicas e histórias de história, nunca sei bem onde as integrar. Mas não suporto histórias sobre mim, sejam fantasia, sejam verídicas. Não preciso dessas. Sou o que sou, não escondo nada, eu não erro. Uso pessoas, amo pessoas, odeio pessoas, mas o suficiente, nunca mais do que o que devo. Sou justa. Poderia ser assim, poderia ser de outra maneira que não sou. Poderia fantasiar sobre mim, sobre o mundo e nunca o chegar a conhecer. Não sei se o conheço, ou se algum dia conhecerei. Mas não me importa. Estudarei para fazer uma única coisa toda a minha vida, quando há tantas outras para serem feitas. Lutarei por uma pessoa quando há tantas outras neste mundo. Mas lutarei com muitas pessoas ao longo da minha vida, e se as conseguir ajudar, ficarei feliz. Felicidade, espero conhece-la por completo, hoje vivo com momentos de felicidade e quase que a agarro para sempre. Mas para se ser feliz, tem que se travar várias lutas. Lutar e vencer são das palavras que certamente ouvirei muitas vezes. Farão parte de mim quase tanto como fazem parte do mundo. E terei de lutar, porque sou humana e na verdade erro. Bastante. Mas aprendo com os erros, “são tudo aprendizagens” e sejam alcançadas em boas ou más situações, têm sempre uma lição. Não tenho um ar sério. Nem um ar seguro. Preciso bastante de sermões, mas só quando não souber que errei. Quem precisa de sermões quando conhece os seus erros?! Eu acho que não preciso, mas não faço sempre as coisas certas, por isso não sei. Sou indecisa e já magoei muita gente. Cometo erros. A verdade é que não sei quando parar, não sei usar as palavras certas e precipito-me quando julgo ouvir as erradas. Sou fraca quando devo ser forte e forte quando esperam de mim fraqueza. Odeio mentiras, mas nem sempre estou preparada para as verdades. Odeio sentimentos que não sei gerir, odeio quando me magoo, e quando magoo os outros. Perdoo facilmente, não sou rancorosa. Mesmo quando devo. Tenho passados bem presentes e presentes mais que ultrapassados. Mostro-me forte, mostro-me segura, principalmente quando sou fraca. Luto interiormente para não me apegar a bens que me fazem mal. E vício. E sedo. E perco. Amo incondicionalmente. Não odeio. Não uso.