segunda-feira, 18 de maio de 2009

O meu maior erro? Ter medo de errar.
Tentar controlar cada gesto, cada palavra, cada acção com o medo de errar. De magoar. Como se no fundo ainda acreditasse que é possível, que sou capaz de o fazer, que de alguma maneira, algum dia seja capaz de controlar a minha maneira de ser e fazer as coisas sem errar, sem magoar. Esperança de aprender a lidar com este mundo.
O maior problema? Não acreditar. A vida tentou ensinar-me, mas talvez não me tenha esforçado para aprender.
Por ser demasiado protegida? Talvez. E quando falta protecção e me vejo obrigada a enfrentar o mundo sozinha, o que faço? Erro, como se nunca tivesse sido preparada para enfrentar o que quer que seja.
E acabo por magoar. Passo a vida a fazê-lo. E não aprendo, e perco tanto com isso.

Desiludo-me porque desiludo. Magoo-me porque magoo, e choro porque faço chorar.


P.S.: Texto não preparado. Saiu assim e assim ficou. Boa semana

terça-feira, 12 de maio de 2009

Escondo-me por de trás de um ar sério e seguro. Mostro que sei o que quero. Que não erro, logo, que não me arrependo. Que faço sempre as escolhas certas, que não preciso de apoios, conselhos ou sermões. Mostro que não me deixo levar, que sei quando devo ou não ceder a algo. O caminho certo é sempre o que está debaixo dos meus pés. Porque eu não erro, não me engano. Não julgo ninguém e nunca ninguém precisa de me julgar, porque eu não cometo erros. Eu sei sempre distinguir os sonhos da realidade. Sei interpretar tudo o que me dizem e nunca magoei ninguém. Não brinco com a vida, não brinco com a morte. Corro sem deixar ninguém para trás. E se deixasse alguém, não seria por minha vontade. Não dou mais do que o que devo dar. Ninguém me obriga, ninguém o pode fazer, porque na verdade… Eu não erro. Pessoas são pessoas, não as uso, não as amo, não as odeio. Não mais do que o que devo. Há um equilíbrio. Ouço histórias de fantasia, histórias verídicas e histórias de história, nunca sei bem onde as integrar. Mas não suporto histórias sobre mim, sejam fantasia, sejam verídicas. Não preciso dessas. Sou o que sou, não escondo nada, eu não erro. Uso pessoas, amo pessoas, odeio pessoas, mas o suficiente, nunca mais do que o que devo. Sou justa. Poderia ser assim, poderia ser de outra maneira que não sou. Poderia fantasiar sobre mim, sobre o mundo e nunca o chegar a conhecer. Não sei se o conheço, ou se algum dia conhecerei. Mas não me importa. Estudarei para fazer uma única coisa toda a minha vida, quando há tantas outras para serem feitas. Lutarei por uma pessoa quando há tantas outras neste mundo. Mas lutarei com muitas pessoas ao longo da minha vida, e se as conseguir ajudar, ficarei feliz. Felicidade, espero conhece-la por completo, hoje vivo com momentos de felicidade e quase que a agarro para sempre. Mas para se ser feliz, tem que se travar várias lutas. Lutar e vencer são das palavras que certamente ouvirei muitas vezes. Farão parte de mim quase tanto como fazem parte do mundo. E terei de lutar, porque sou humana e na verdade erro. Bastante. Mas aprendo com os erros, “são tudo aprendizagens” e sejam alcançadas em boas ou más situações, têm sempre uma lição. Não tenho um ar sério. Nem um ar seguro. Preciso bastante de sermões, mas só quando não souber que errei. Quem precisa de sermões quando conhece os seus erros?! Eu acho que não preciso, mas não faço sempre as coisas certas, por isso não sei. Sou indecisa e já magoei muita gente. Cometo erros. A verdade é que não sei quando parar, não sei usar as palavras certas e precipito-me quando julgo ouvir as erradas. Sou fraca quando devo ser forte e forte quando esperam de mim fraqueza. Odeio mentiras, mas nem sempre estou preparada para as verdades. Odeio sentimentos que não sei gerir, odeio quando me magoo, e quando magoo os outros. Perdoo facilmente, não sou rancorosa. Mesmo quando devo. Tenho passados bem presentes e presentes mais que ultrapassados. Mostro-me forte, mostro-me segura, principalmente quando sou fraca. Luto interiormente para não me apegar a bens que me fazem mal. E vício. E sedo. E perco. Amo incondicionalmente. Não odeio. Não uso.

terça-feira, 21 de abril de 2009



Nasci no dia mundial da dança, 29 de Abril, no ano de 1988… Não tenho jeitinho nenhum, mas gosto de dançar agarradinha… Não conheço o mundo onde nasci, conheço o mundo onde vivo, e por agora chega-me… Gosto e tento subir em tudo, no entanto continuo com vertigens, mas não desisto… Gosto de correr, mas não gosto de me sentir cansada… Amo tudo e todos e preciso de me sentir amada… Não sei se sou, mas por vezes sinto-me mimada… Tenho medo das saudades mas sinto-as a toda a hora… E choro por isso… Choro porque doí, porque estou triste, mas também choro por rir, choro por gostar, choro por conseguir, choro quando me emociono, quando algo me arrepia, quando não consigo dizer o que sinto… Não tenho jeito com as palavras e ninguém entende, e também choro por isso… E no fim de tanto chorar, não aguento de tanto rir… Sou temperamental… E ninguém acha piada… Gosto de teatro, gosto de teatro com amigos e amigos no teatro… Gosto de amigos que lutam pelo que querem e quando conseguem não se esquecem de nós… Adoro as portas que os amigos nos ajudam a abrir… E todo o caminho que percorrem connosco… Gosto de cafés até tarde em boa companhia… Gosto de àgua, mas adoro brincar com o fogo… Gosto de conversas sem nexo que só certas pessoas entendem… Gosto de responder a uma pergunta com outra pergunta… Odeio perguntas obvias e perguntas de estranhos… Mas gosto de estranhos… Gosto de barulhos estranhos e assustadores quando tenho medricas por perto… Gosto de ouvir a chuva lá fora e sentir um arrepio no corpo todo, só por ouvi-la… Chegar perto da janela e ver as primeiras gotas a escorrer… Sentir o calor de uma noite fria e acender a lareira… Gosto de ver um bom filme em silêncio enrolada num cobertor, e ouvir todos os pormenores do filme e não o murmúrio de quem não “sabe” apreciar um filme… Amo filmes de terror e todos os mistérios que os envolvem… Gosto das pequenas coisas da vida… Gosto de saber que tenho sempre com quem contar… Saber que tenho amigos para a vida… E inimigos, aprendi a dar-lhes a devida importância: Nenhuma!... Gosto de cantar… Gosto de puxar pela voz e gosto de recordar e agrupar momentos nas canções… Gosto de cantar com o meu primo e gosto dos beijos que a mana me dá nos olhos… Gosto do silêncio de uma frase e da magia de um olhar… Gosto do mundo que crio, das pessoas com quem partilho toda a minha vida… Gosto… Gosto de tudo isto e muito mais… Amo poder ser quem sou, amo todos os que me ajudaram a ter tudo o que tenho… Amo ter quem tenho na minha vida… E para esses não tenho palavras… Só sentimentos… AMO… Para o bem e para o mal <3